quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

(O tipico) Dia dos namorados.


Loves,
Não podia deixar este dia em branco. Anda tudo num rodopio porque hoje é, vias de facto, o dia dos namorados – ou dos que trocam uns amaços sem ninguém saber. Uns porque têm o dito cujo e não sabem o que hão de oferecer, outros porque não têm dito cujo, não querem dito cujo e odeiam quem tem dito cujo. A estes últimos tomo a liberdade de apelidar de FRUSTRADOS.
E depois vêm vocês “Oh Carmo, frustrados não, não sejas assim. Cá para mim só dizes isso porque és toda lamechinhas e adoras o dia”. E o que é que eu respondo? “Mentira!”



Ora, e contextualizando, para vocês perceberem tudo direitinho, eu sou a pessoa menos lamechas que vocês podem conhecer. Tudo o que é florzinhas e unicórnios irrita-me solenemente, chega a dar-me vómitos. Pronto, se calhar vómitos não, mas de facto irrita-me bastante. Dito isto, não me enquadro, de todo, na minha segunda secção. Tão pouco na primeira. E é aí que vocês perguntam “Então mas se não tens namorado nem odeias quem tem, porque é que estás a escrever sobre este dia?” (Se não perguntaram, finjam, nao me estraguem o raciocínio.) Ora muito bem loves, descansem porque isto tem tudo uma explicação.
Vinha eu saindo do metro, chegando a casa rogando pragas a quem me deixou com tanto sono, quando reparo numa senhora com os seus 70 anos, toda arranjadinha, saindo do Continente. Era o típico de velhinha que não se deixa abater pela idade e continua a ir ao cabeleireiro, a arranjar as unhas e a vestir-se bem – vou ser uma destas, já agora. Ora, não foi a velhinha que me chamou a atenção, descansem, foi o sorriso dela, sorriso esse causado por algo que teria acabado de comprar. “O que era?”, perguntam vocês. Eu não sei, concretamente eu não sei, mas era uma caixinha vermelha com corações por isso todos supomos que seja um presente para o marido que está em casa à espera, bebendo um café e lendo o jornal.
70 anos, amigos, provavelmente com quase 50 anos de casados.
Isto surpreende-me, deixa-me também a mim um sorriso na cara. Não é mel, não são flores nem unicórnios, é felicidade. É felicidade e cumplicidade, ainda depois de uma vida juntos. É disto que se faz amor.

Feliz dia dos namorados, com ou sem “dito cujo”

Love, C

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